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15 junho, 2011

Miscigenação - Inauguração

 11-Junho-2011 na Galeria Art 3 em Rio Tinto

"Miscigenação"- 6 quadros 100 X 80 cm
  dos artistas: Noémia Travassos (porcelana) e João Carvalho (óleo sobre tela)

"Kanimanbo"
  Artistas - João Carvalho (óleo sob tela de linho) e Noémia Travassos (porcelana) 100 X 80 cm

Os artistas João Carvalho e Noémia Travassos

09 junho, 2011

Miscigenação

Miscigenação, é o título da exposição que vai estar patente, até 06-Ago, na Galeria Art3, em Rio Tinto, Porto, Portugal - na Rua Dr. José Luis Araújo, 59

Inauguração, dia 11-06-2011 às 21:30 h


Um nosso convite, para visitarem o fruto de um projecto que nasce da vontade de dois artistas em combinar as sua visões pictóricas num único trabalho.
Desafio inédito, dado que não só têm estilos distintos mas também suportes artísticos diferentes.



- O João, usa a tela de linho e as tintas de óleo,
- A Noémia, usa as artes do fogo e a pintura sobre porcelana.

Partindo do significado histórico da palavra "Miscigenação" (mistura de raças ou relações inter-raciais entre povos de etnias diferentes), ambos retratam seis rostos, aleatoriamente eleitos de alguns dos territórios onde Portugal esteve presente enquanto colonizador.

Queremos ainda que quem nos visita, para além de apreciar a nossa arte, viva a experiência de recriar a sua própria composição/miscigenação. Temos para esse efeito um quadro interactivo em que cada visitante pode recriar novas composições artísticas, um puzzle divertido, cujas peças são réplicas dos trabalhos em exposição.

Por tudo isto ... é sem dúvida uma exposição a descobrir!

15 maio, 2011

O Sonho da Inocência

O grande Tolstoi definiu:

" A Arte é uma actividade humana que consiste nisto: Um homem, conscientemente, por meio de símbolos externos, transmite a outros determinados sentimentos que experimentou, de forma que esses outros sejam afectados por esses mesmos sentimentos e também os experimentem"
Trabalho de Filomena Alves 32 x 13 cm

Nesse âmbito ao apreciarmos esta preciosidade, um original da autoria da Filomena Alves, também ela nos convoca a sentir a imensa ternura contida nesta composição.

Nem ela resistiu ao encantamento do seu anjinho a dormir, pois apanhei-a no final da execução da peça, a dar-lhe muitos beijinhos!

Mena, um fabuloso trabalho que denota gosto requintado e delicada harmonia.
Sei que o próximo já está em execução e nos surpreenderá como já é hábito teu.

05 fevereiro, 2011

Caleidoscópio 2010

Um pouquinho atrasada ... e apesar do salto à vara por cima do mês de Janeiro (é o que faz festejar o aniversário logo no início do ano), só agora consegui partilhar convosco o balanço do ano transato.

Dele nasceu este caleidoscópio pictórico que compila todas as maravilhosas obras de arte publicadas pelos amigos editores durante 2010.


Ás artistas Ana Soares (Portugal), Anabella Casale (México), Edna Kannan (Espanha), Irene Araújo  (Portugal), Leonor Santinha (Portugal), Lety Brito (México), Fernanda Amândio (Portugal), Filomena Alves (Portugal), Pilar Burgos (Espanha) e Rocio Borobia (México),

O meu obrigado sincero, porque pelo vosso prestimoso contributo estamos, a cada dia que passa, a tornar este espaço num ponto de encontro com a Arte de qualidade reconhecida. 

17 dezembro, 2010

Paz, Amor e Arte entre os Homens

Um Anjo de Luz resplandecente de amor universal
A lembrar que na alvorada de um novo ano
É tempo de desabrochar esperanças, desenhar metas,
Almejar puzzles de felicidade
E sobretudo, nunca deixar de acreditar em nós!

Um Natal pleno de paz
e
Um 2011 em GRANDEEEEE !!

Imagem digital criada a partir de várias pinturas de Noémia Travassos

Chegamos a mais um Natal e ao ocaso do ano 2010, por sinal bem conturbado
no que toca a políticas e economia. Todos indiferentemente, fomos tocados
pelas medidas de restrição tendentes a equilibrar os “desgovernos” dos
últimos anos.
Não deixem que o monstro do desânimo vos contamine!
Podemos ter ficado com uma retribuição mais curta, podemos ter
desembolsar mais nas portagens, no Iva e no Irs mas ninguém, nem nenhum
governo nos poderá subtrair a nossa capacidade de improvisação para dar a
volta por cima.


24 novembro, 2010

Testemunhos da Puberdade

A minha juventude foi bastante recheada de acontecimentos invulgares.

Para isso contribuiu muito ter vivenciado de perto a guerra em Moçambique.
Para vos dar um exemplo, aprendi a conduzir aos 12 anos e um pouco mais tarde a fabricar cocktails’s molotoff , nome dado às granadas artesanais que usávamos para defesa pessoal.


A prossecução da guerra seguida pela conturbada independência do país, acabou por forçar os mais resistentes a regressar aos seus países de origem.

Fui assim devolvida a um Portugal desconhecido e coagida a recomeçar do nada. Afinal apenas aqui tinha vivido os primeiros 9 meses da minha vida.

Para trás, naquele pedaço do mapa africano deixei 22 anos de juventude, amigos e pertences  dentre eles todos os meus desenhos.

Trabalho de Noémia Travassos (Grafite em papel 30 x 24 cm)

Imaginem o meu espanto quando a minha sobrinha, minha fã incondicional,  há dias atrás me revelou que tinha um desenho meu … muito antigo !!!!!

Dias depois dei comigo a olhar para este pedaço de papel com uns rabiscos a grafite datado de há 39 anos e para mim inexoravelmente ….  um tesouro dos meus 15 anos  e que com alegria partilho convosco.

24 agosto, 2010

O Nascer de uma Estrela


Continuando na saga dos rostos (como é forte a apetência! ) a Mena escolheu esta talha de dupla face para se “meter” em trabalhos dobrados.

Tudo começou assim com este mapa de incompreensíveis riscos. E claro com a observação atenta da gatinha Bambi (muito tímida para fotografias como se pode ver).











De um lado um menino, a tentar sugar os últimos resquícios de leite nuns seios já há muito esgotados. Resta-lhe apenas agora, o conforto e o consolo caldo de um mamilo ressequido e o embalar no sono pelo som do pulsar do coração daquela mãe prenhe de amor.

 Naqueles olhos, cuja timidez a sombra oculta, podemos ler: “Ela é minha, só minha! Aqui estou protegido” .

Lado A - Trabalho de Filomena Alves 37 x 48 cm
E assim ficou… durante dois meses aquela criança  expectante da Mena terminar o outro lado enquanto olhava de soslaio todas as colegas da aula da pintura.

Do outro lado e perfeitamente enquadrado no tema, a Mena pintou um nascer do sol sob a paisagem maravilhosa das ruínas de Machu Pichu (Peru) com um dos seus actuais habitantes. Um lama a repousar tranquilamente na erva e quem sabe talvez também a bendizer o erguer de mais um dia de vida.

Lado B - Trabalho de Filomena Alves 37 x 48 cm
E assim passo a passo, degrau a degrau se vai superando as dificuldades, conquistando a auto confiança e decididamente se avança para o topo, naquele lugar distante onde mora a perfeição.


Parabéns Mena ! Sei que o esforço foi muito (ouvimo-la rezingar entre dentes algumas vezes) mas valeu ou não a pena?

26 maio, 2010

Na Tribo dos Uros

Já de partida para participar na XI Convenção de Pintura em Porcelana de Azzurra em Itália, partilho convosco este menino da tribo dos Uros da cidade de Puno, no Peru que tanto me impressionou e que retratei em duas placas de porcelana .

As gentes da tribo dos Uros vivem sobre o lago Titikaka, entre a Bolívia e o Peru em ilhas flutuantes construídas com as canas, folhas e raízes duma espécie vegetal a que chamam de “Totora”. São exímios na sua construção de tal modo que é possível erguer sobre elas as casas de totora e até de madeira onde habitam.



Trabalho de Noémia Travassos - 41 x 62 cm

Quando visitava uma dessas ilhas e consciencializava a capacidade humana de sobreviver apenas com os recursos oferecidos pela natureza, associados é evidente à habilidade necessária para os explorar, o meu olhar extasiou-se neste menino a brincar absorto com meia dúzia de pequenos peixes a nadar numa bacia de barro.
Dirigi-me a ele e conversamos durante algum tempo enquanto os meus sentidos apreendiam o seu jeito doce, as mãos em dádiva sublime, o seu olhar tão tranquilo em suma, a personificação da pureza e singeleza.

Ele como tantas crianças desprotegidas no mundo, precisam de "Anjos da Guarda", que não têm necessariamente que ser divindades etéreas mas antes, que todos nós unidos em acções e palavras geradoras de mudanças, erradiquemos definitivamente a pobreza, a exploração e a discórdia incompreensivelmente, ainda a coexistir no século XXI.

Esta é a mensagem que plasmei no meu trabalho que apelidei de “Anjo da Guarda”, em homenagem não só a todas as crianças pobres do mundo mas também, a todas as pessoas que envidam esforços para minimizar esse flagelo.

09 maio, 2010

Arte Moderna

A mistura de técnicas e a utilização de diferentes materiais é uma das características bem interessantes da pintura dita moderna. A pedido de muitos dos nossos seguidores transcrevo aqui os vários passos utilizados nesta pintura, efectuada pela aluna Irene Araújo.

Trabalho de Irene Araújo (frente e verso de Jarra)

1 Passo:
Efectuar o desenho num papel com as dimensões da jarra e passar com um químico (utilizamos o vermelho) para a peça.
Começamos de cima para baixo, colocando no cabelo duas tonalidades de amarelo: uma, cor de limão e outra da cor da gema de ovo. (Vou evitar utilizar os nomes comerciais, diferentes de fornecedor para fornecedor).
Ainda no cabelo, fizemos as rosas também em dois tons, um rosa e outro púrpura escuro. Nas folhas, utilizou-se uma base de amarelo limão seguida de um verde, cor de folha.
Passamos ao rosto, dando-lhe um rosa claro apenas em volta da linha de definição do rosto e nas sombras do nariz. Com um castanho claro, fizemos as linhas das pestanas e sobrancelhas bem como os orifícios do nariz. Nos lábios, utilizamos uma camada bem fina de púrpura claro, sacando as luzes brancas com o pincel limpo em essência de terebintina.
Passamos à camada inferior do cabelo escolhendo um castanho avermelhado. Após a aplicação de todo o castanho o mais uniforme possível, usamos um pedaço de um plástico de bolinhas e pressionamos ligeiramente sobre o castanho de molde a imprimir-lhe a textura das bolinhas. No vestido, aplicamos também dois tons, um azul turquesa na parte superior e violeta na parte inferior. Logo se seguida, criamos sobre uma textura com um plástico amarfanhado. No pendente do colar aplicamos lustre azul e queimamos a 780ºC.

2.Passo
Continuando de cima para baixo, nos amarelos do cabelo acrescentamos vermelho e ocre criando mesclas e caracóis não uniformes. Reforçamos os verdes e as cores das folhas.
Numa proporção de meio por meio, misturamos relevo branco com tinta castanho escuro e reservamos um q.b. de relevo branco. Com a ajuda de uma espátula pequena e carregando-a com pequenas porções de relevo branco, aplicamos cornucópias em movimentos circulares largos, na zona superior da cabeça por cima dos amarelos e vermelhos.
Passamos depois à zona dos castanhos, usando agora o relevo castanho bem escuro.
Retocamos as sombras do rosto e sobrancelhas e aplicamos uma sombra verde alface nas pálpebras dos olhos.
Pelo método acima descrito fizemos também um relevo de cor azul e aplicamos na parte superior do vestido em pequenos movimentos circulares. Queimamos a 780ºC.

3. Passo
Num azulejo bem limpo, espalhamos 3 ou 4 gotas de ouro brilhante. Nele molhamos um pedaço de uma esponja de face irregular e esponjamos aleatoriamente a peça na parte do castanho-escuro. Com um pincel e para um óptimo acabamento, colocamos também ouro na borda superior da jarra e filetamos os limites do pendente do pescoço e o seu fio.























Parte de Trás da Jarra (1 e 3 fases)
Terminamos o trabalho com a Irene Araújo completamente apaixonada pela sua “Menina” e com uma queima a 750º C.
Apesar de ser um rosto, é um trabalho bastante simples de realizar e com um efeito cromático muito apelativo.
Experimentem!

24 março, 2010

Aprender a Pintar e a CRIAR

Todos os dias nos surpreendemos com os exemplos de criatividade que desfilam pelas nossas retinas, sejam eles, pinturas, esculturas, Spots publicitários, design de interiores, projectos arquitectónicos, fotografia digital, etc….

Da coisa mais banal, de algo que manejamos todos os dias sem nos suscitar qualquer atenção especial, aparece então alguém que, com a sua capacidade de “ver” para além do óbvio, surpreende tudo e todos transmutando essa banalidade em algo Artístico.
Será que este é um processo selectivo? Que está destinado apenas a uns quantos eleitos?

Na qualidade de professora de arte e pela experiência apreendida nos 21 anos de contactos com formandos, constatei que todos podem ser criativos nas matérias das suas apetências inatas.
- Que queres ser quando fores grande?
Fazemos a pergunta e ouvimos as imediatas respostas das crianças, revelando intuitivamente as suas tendências, quantas vezes já antecipadamente adivinhadas pelos pais mais atentos.

Trabalho da pintora Irene Araújo
(os primeiros passos na arte de pintar e criar)


Que fazer então para desenvolver esse potencial criativo adormecido dentro de nós?

A primeira etapa - o “Arranque”
é sempre um processo mental, o nascer da ideia.
Há por isso, que dar crédito às nossas ideias, acreditar nelas e validar a sua viabilidade, ao revés de rejeitá-las sem as explorar devidamente.

Segunda etapa - Continuando no plano mental, escolher e identificar os elementos intervenientes.
Fechar os olhos, entrar dentro de nós, montar o projecto etereamente, alindando a composição a nosso bel-prazer até a aceitarmos como perfeita. Ajuda fazer rascunhos.
Demore o tempo que for preciso…esses minutos, horas ou meses em que “arranjamos” mentalmente o projecto, são a verdadeira essência do nosso processo criativo, do nosso EU.
Enquanto ele estiver na “incubadora” mental, tudo o percepcionamos com os nossos sentidos é informação passível de ser usada no projecto.
Até que, sem dia, hora ou local marcado, nos surge a “Luz Branca” , o momento em que encontramos o elemento que nos faltava e que finalmente completa o projecto etéreo.

Terceira etapa- A materialização da nossa ideia conceptual.
Elegem-se os meios e os materiais e devotamo-nos ao trabalho de a reproduzir fielmente.
Tarefa nem sempre linear porque quase sempre aparecem obstáculos que não antecipamos. Passar uma imagem multidimensional para bi ou tridimensional tem os seus ajustes ou melhor… os seus desafios estimulantes, em regra directamente proporcionais às nossas capacidades técnicas de execução.
De quando em vez, as coisas não correm bem (a imagem real não retrata a ideia conceptual) e há que reformular tudo, recomeçar, reformular os componentes. Não vale desistir porque quando criamos, buscamos o melhor de nós e é nesse esforço que nos tornamos verdadeiramente dignos de mérito.

Quarta Etapa – A avaliação pessoal do resultado!
Aquela em que olhamos para o “trabalho” e nos JULGAMOS. Volta a ser um processo mental.
Fase difícil… estamos emocionalmente tão envolvidos nele que com frequência temos alguma dificuldade em avaliarmos com isenção. Deixe passar uns dias e depois, reavalie.
Se ele conta com a nossa aprovação … não há critico no mundo que derrube as nossas convicções pois o que conquistamos interiormente com a realização daquela OBRA, é algo tão sublime e inestimável, quanto a nossa evolução pessoal.

Já vai longa esta minha publicação, mas deixe-me ainda acrescentar que com o tempo e as experiências criativas, vamos gradualmente acelerando a primeira e segunda etapas, de tal forma que chegamos a um ponto em que as nossas “ideias”, por falta de tempo, fazem fila… para serem materializadas :))

27 agosto, 2009

Espargir Cultura

Sob a égide do Dr. Arménio Vasconcelos, teve lugar no passado dia 08 de Agosto em Além do Rio, Castro Daire, a comemoração do nascimento do Museu Mª da Fontinha, da criação do Museu do Território do Vale da Paiva e Serras (que integra 50 núcleos museológicos) e ainda, da apresentação dos elementos da recém criada Academia de Letras e Artes Lusófonas-ACLAL, com mais de quinhentos membros fundadores nos oito Países da Lusofonia e em algumas Comunidades onde se fala a nossa língua, pelas sete partidas do globo.
Participaram de mais de 100 brasileiros e dezenas de participantes de cada um dos demais Países, além de Goa, Margão, Macau, Canadá, França, Suíça, Alemanha, EE UU, Reino Unido, Espanha, enfim ... irmãos, amigos e companheiros vindos das terras onde se expressam em PORTUGUÊS.

Trabalho de Noémia Travassos

Na qualidade de sócia fundadora da ACLAL e amiga do Museu Mª da Fontinha, prestei o meu tributo com este painel de azulejos 1 x 0,70 m, pintado com as técnicas da porcelana e que pretende representar a união dos povos pelas artes.

Detalhe 1

Para ilustrar as sete artes principais usei um Náutilo, um ser marinho que descende do Paleozóico.
Detalhe 2
Em representação dos navegadores portugueses que descobriram novos mundos no mundo

Detalhe 3
Uma afrodite sob a forma de sereia sustenta a chama viva da criatividade, estrela guia para todos aqueles que ainda estão no despertar da Arte.
À Associação ACLAL e aos novos Museus, desejo os maiores sucessos e que atinjam rapidamente os objectivos a que se proposeram.

09 agosto, 2009

Mosaico

Trabalho executado por Mª Leonor Santinha "Nônô"

Imitação de mosaico pintado em porcelana.

Este trabalho exigiu-me algum tempo e uma boa dose de paciência, mas o resultado final compensou o esforço.

Comecei por escolher um desenho e trabalhei-o fazendo o mosaico no papel.

A seguir passei os contornos para a placa de porcelana e canetei tudo a preto, orientando-me pelo trabalho feito no papel e queimei.

Depois preparei a tinta normal misturada com relevo branco em partes iguais, espatuladas com solução para relevo e fui aplicando com pincel fino, na técnica do "preenchido", enchendo cada quadradinho individualmente.
Deixei secar durante uns dias e queimei a temperatura normal.

Nota: Poderão obter resultado semelhante ,usando as tintas de esmalte com veículo próprio.

24 julho, 2009

OLHAR PARA ONDE?


Trabalho de Ermelinda Manuel

Captar este delicioso olhar foi um grande desafio.
Com a orientação e incentivo da Noémia fui superando cada dificuldade que ia surgindo.
Foi uma luta fazer tanto pêlo e dar expressividade ao olhar deste belo felino, mas penso que foi superada.
Espero que gostem e convido-os a deliciarem-se com este poema de Fernando Pessoa.
Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.


És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
Fernando Pessoa

20 julho, 2009

Sentimento de Mulher

Elaborar a partir do branco puro uma pequena jóia, é irrefutavelmente efectuar uma viagem dentro de nós.
Ao começarmos a idealizar algo inédito, surgem de imediato as questões essenciais ... Vou inspirar-me no mar, numa flor, numa borboleta ou na terra? Que cores usar, que forma lhe dar .... e se a enriquecesse com texturas ou a casasse com pérolas e cristais?

Um trabalho de Noémia Travassos


Como na vida, há que experienciar para viver, reformular, assimilar o conhecimento e seguir em frente continuando a criar e a crescer.
Afinal um dos predicados da condição feminina é ter o privilégio de antever o belo no amorfo, de ser o pilar do seu mundo, de intuir as verdades dissimuladas na perfídia, de tudo sentir com a solidez do coração e por fim , o princípio... dar à luz e manter a chama ardente, pelo resto dos seus sóis.

Sem devaneios de feminista, é tudo isso que nos torna únicas mesmo com os Verões e os Invernos da nossa personalidade.

O que de melhor existe para enfeitar uma mulher senão os seus sentimentos ?

Dos meus "Sentimentos de Mulher” nasceu esta jóia, que às vezes trago no peito.

15 junho, 2009

RABISCOS

Projecto de há muito rabiscado no papel numa doce tarde de Outono, ganhou vida na arte do fogo.
Sendo um trabalho executado com parcimónia de cores necessitou, ainda assim, de três queimas para a sua concretização, que resultou da tarde em que o meu lápis, frenético, correu mais depressa que o meu pensamento!
Pode ser uma obra quiçá polémica para os mais conservadores, porém gosto de pensar que a porcelana é um campo experimental e que os pintores desta arte podem ser tão livres como os executantes de outros suportes.

Trabalho de Zezinha Cardoso

Foi também uma novidade patente na 53ª Exposição de Pintura em Porcelana que a UPAP-União Portuguesa de Arte em Porcelana recentemente promoveu em Lisboa, com assinalável êxito, posso acrescentar.

06 maio, 2009

Meditação

O desejo de materializar a nossa visão estética pode levar-nos a trabalhos como este.

A pintura é então não só um meio de representar o mundo exterior mas também um veículo privilegiado para exprimir o nosso SER interior.

Pretendi neste trabalho representar o que acontece no plano mental quando este monge tibetano fala com Deus?


Trabalho de Noémia Travassos

Ideias abstractas só podem ser expressas por simbolismos que levem à compreensão do que se pretende transmitir. Projectamo-nos todos os dias quando tentamos visualizar, por ex. os nossos filhos na escola.

De olhos cerrados para mundo físico, este monge projecta-se através do pensamento para Deus, recebendo dele iluminação e energia. Dei-lhe o nome de “Meditação” e partilho-o convosco.

01 maio, 2009

No mar - búzios

Sempre muito solicitada pelos temas marinhos resolvi tentar retratar os búzios e... aqui estão!

Trabalho de Maria José Cardoso

Trabalho de Maria José Cardoso

Trabalho executado em cinco queimas. Foram usados pigmentos nas cores verdes crómio e esmeralda, azul cobalto aberto, ocre dourado, púrpura, amarelo e castanho batidos com óleo médio e cravinho. As peças estão rematadas com ouro mate.

Este foi um trabalho demorado e com algum risco dadas as queimas que sofreu. Pelo facto de serem peças ao jeito clássico foi necessário procurar enquadramento e técnica adequada.

Um abraço amigo


Maria José

10 abril, 2009

Mirandela e a Princesa do Tua

Perante a indecisão de escolher um tema para o meu novo projecto a Noémia lançou a ideia de fazer algo sobre a minha terra natal, Mirandela. Perante tal proposta fiquei deveras entusiasmada. O difícil foi escolher uma paisagem uma vez que para mim, todas elas estão presentes nas minhas memórias de infância.
A cidade de Mirandela ergue-se na margem esquerda do Rio Tua, a cerca de 3,5km a montante do local onde este curso de água se forma, a partir da junção dos rios Tuela e Rabaçal.
A ponte medieval ou ponte velha de Mirandela, que data do século XV, foi durante centenas de anos a única via de atravessamento do rio Tua para os mirandelenses. O longo tabuleiro horizontal assentava originalmente em vinte arcos desiguais, numa extensão de 230 m.

Trabalho de Ermelinda Manuel

Actualmente restam apenas dezoito arcos, reforçados com talha-mares triangulares em ambos os lados da ponte. O tabuleiro era inicialmente lajeado, encontrando-se hoje alcatroado. As guardas originais em cantaria foram substituídas por guardas de ferro nos finais do século XIX. Actualmente encontra-se reservada apenas ao trânsito pedonal e constitui um dos ex-libris da cidade
A embelezar o Parque do Império, situado junto ao rio, podemos admirar três sereias, transformando-se uma dela em princesa "A Princesa do Tua".
Adorei fazer este trabalho!

05 abril, 2009

A Terceira Dimensão

No decurso das últimas aulas, a Fernanda debateu-se com a dificuldade da execução da técnica da terceira dimensão.
Na primeira imagem (primeira queima) do seu trabalho, através do traço e da composição dos elementos eleitos, definiu aquilo a que podemos chamar a realidade objectiva das formas sólidas.


Nas fases seguintes, o desafio era representar a fluidez da luz. Como fazê-lo ?

Trabalho de Fernanda Amândio - Fase 1

A luz é representada pela gradação entre os pontos extremos de branco e preto, aquilo a que vulgarmente chamamos de sombrear.
Há que iniciar por efectuar um exercício mental e imaginar de onde é projectada a luz natural. Depois é só passar à execução dos contrastes.
Para se ser bem sucedido nesta tarefa, é necessário criar pontos luminosos fortes, onde a cor fica muito difusa e por vezes mesmo em branco, em contraste com zonas bem escuras.

O conjunto cria a aparência de baixos relevos e a ilusão da profundidade - a terceira dimensão, que pode ser observada na imagem final.

Trabalho de Fernanda Amândio - Fase 2

Para um pintor são detalhes muito importantes e que podem ser profusamente observados nas paisagens do dia-a-dia deste nosso ensolarado Portugal.

Parabéns Fernanda, deu muito trabalho .... mas valeu bem a pena executar este ursinho.