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06 novembro, 2011

PORTO - 2011 - Mega Exposição de Pintura em Porcelana (Parte II)

Tal como prometido, deixo aqui as peças e os artistas honrados com a atribuição de Menções.
Não me foi possível obter fotografias de todos os galardoados.

Por isso peço, aos que não estiverem incluídos que me enviem as fotos das vossas peças para o mail : noemia.travassos@gmail.com para que as possa incluir nesta divulgação.


Trabalho de Baptistella - França

Trabalho de Carola Karan -Venezuela

Trabalho de Catherine Bergoin - França

Trabalho de Leonor Santinha - Portugal

Trabalho de Leticia Brito - México

Trabalho de Manuela Barbosa - Portugal

Trabalho de Michele Cadot - França

Trabalho de Miriam da Silva - Venezuela

Trabalho de Paula LaVergne

Trabalho de Vanvipha Attavipach - Bangkok

29 outubro, 2011

A POESIA NA PINTURA - BRINCOS DE PRINCESA

Trabalho realizado por Ermelinda Manuel

Quis pintar a Flor "Brinco de Princesa",
mas notei antes mesmo do final
que não soube realçar sua beleza
por mais que a desejasse original.

Faltou-lhe todo o porte de nobreza
que esbanja no jardim do meu quintal,
mas vi que, quase sempre, a singeleza
torna o belo mais belo ao natural ...

A pintura deixou muito a dever,
mas me proporcionou tanto prazer
que embora esteja aquém do que eu queria

tenho ainda a esperança de pintar
um Brinco de Princesa singular
que consagre a Pintura na Poesia...

Maria Nascimento Santos Carvalho

27 setembro, 2011


Trabalho de Ermelinda Manuel

QUANDO AS CRIANÇAS BRINCAM


Quando as crianças brincam
E eu as ouço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.

E toda aquela infância,
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.

Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no meu coração.

Fernando Pessoa
5/9/1933

25 setembro, 2011

PORTO - 2011 - Mega Exposição de Pintura em Porcelana (Parte I)

Decorreu entre 14 e 17-Set-2011 a Mega Exposição de Pintura em Porcelana, organizada pelo mestre Filipe Pereira tendo por palco a lindíssima cidade do Porto.

Estiveram presentes 384 pintores, representando mais de 40 países.

Desde já o meu reconhecimento à excelente organização do evento bem como o meu agradecimento pela participação no divertido passeio de barco pelo rio Douro e pelo delicioso jantar de comemoração do 50º aniversário do Mestre Filipe Pereira.

A exposição, para além de podermos apreciar as belíssimas obras de arte em exibição proporcionou-nos o encontro com velhos amigos de várias partes do mundo, o reencontro físico de muitos amigos virtuais e a abertura a um leque de novas amizades.

Ao contrário do que acontece em outras convenções nacionais e internacionais, foi-nos permitido tirar fotografias, registos que irei partilhar convosco nas próximas publicações.

Irei começar pois, por publicar os prémios dos dois temas da Convenção: A "Sensualidade" e o "tema livre", nas vertentes "Profissionais" e "Amadores".
1º Prémio do Salão + 1º prémio do Tema livre/Profissionais - autora PETRA KUGELMEIER (Alemanha)


3º Prémio "Sensualidade"/Profissionais da autoria de Debbi Good (Austrália)



1º Prémio do Tema Sensualidade/Profissionais - a autora PETRA KUGELMEIER (Alemanha)


2º Prémio de "Sensualidade" /Profissionais - ex-aequo - as autoras Sylvia Tosetto (Itália) e Ana Peña (Mexico)


2º Prémio tela Livre/Profissionais - autor Ulysses Campanelli (Brasil)


3º Prémio Tema livre/Profissionais - a autora Nélia Ferreira (Venezuela)


1º Prémio tema Livre/Amadores - autoria de Satomi Totten (Japão)


1º Prémio Sensualidade/Amadores - Záza Reis - Brasil


2º Prémio "Sensualidade"/Amador - autoria de Michela Vismara (Suiça)

3º Prémio "Sensualidade/Amador - da autoria de Manuela Moreira (Venezuela)


2º Prémio Tema Livre /Amador - autoria de Fabia Ghirlandi (Italia)


3º Prémio Tema livre/ Amadores - autora Ana Soares (Portugal)

Prémio Yonis atribuído a Ana Gomes (Portugal)

A todos os premiados, os meus sinceros parabéns !

Na próxima publicação, irei partilhar convosco também as menções honrosas atribuídas.

20 setembro, 2011

Imitação de "Incrustação com pedras duras"... trompe-l'oeil


Prato com 35 cm de diâmetro

Ainda na onda da imitação dos mármores, apresento este trabalho inspirado numa peça que se encontra no Museu dell'Opificio dell Peirre Dure, em Florença, Itália.

 Trabalho realizado por Leonor Santinha (Nônô)

15 maio, 2011

O Sonho da Inocência

O grande Tolstoi definiu:

" A Arte é uma actividade humana que consiste nisto: Um homem, conscientemente, por meio de símbolos externos, transmite a outros determinados sentimentos que experimentou, de forma que esses outros sejam afectados por esses mesmos sentimentos e também os experimentem"
Trabalho de Filomena Alves 32 x 13 cm

Nesse âmbito ao apreciarmos esta preciosidade, um original da autoria da Filomena Alves, também ela nos convoca a sentir a imensa ternura contida nesta composição.

Nem ela resistiu ao encantamento do seu anjinho a dormir, pois apanhei-a no final da execução da peça, a dar-lhe muitos beijinhos!

Mena, um fabuloso trabalho que denota gosto requintado e delicada harmonia.
Sei que o próximo já está em execução e nos surpreenderá como já é hábito teu.

26 abril, 2011

Serena e/ou Sereia

"Apesar das ruínas e da morte
Onde sempre acabou
Cada ilusão

A força dos meus sonhos
É tão forte
Que de tudo renasce a exaltação

E nunca
As minhas mãos
Ficam vazias ! "



Trabalho de Noémia Travassos 90 X 70 cm


Para enunciar este meu trabalho escolhi este poema da autoria da Sophia de Mello Breyner Ansersen e com o qual me identifico em pleno. 

Para ti Sophia, na dimensão cósmica onde te encontras, eu acrescento :

"....Nunca as minhas mãos ficam vazias...."
porque elas amparam um coração
 mais forte e sereno !

Ainda sobre este trabalho, ele é composto por dois elementos:

- uma placa rectangular de 41 X 51 cm e
- um peixe  de 28 X 11 cm, que modelei em pasta de porcelana e posteriormente pintei. Para os efeitos da cauda e barbatanas, utilizei uma rede em aluminío dourado.

Pormenor do peixe
Por fim para enquadrar e assentar todos os elementos, utilizei uma placa texturada em madeira lacada.

Este trabalho vai estar patente ao público na 57ª Exposição da União Portuguesa de Arte em Porcelana no Hotel Mundial em Lisboa, entre 27 e 29 Maio de 2011.

08 março, 2011

"Apenas Mulher"

Trabalho de Filomena Alves
 " A Natureza se veste de Luz,
Como lustres de mil velas,
Se embeleza, nos seduz,
Na farandolagem delas …

Não importa que idade tem, ou vai fazer,
O importante é viver a cada instante
Sem se deixar adormecer…

Entregar-se a esta Alegria imensa
De Ser Mulher,
Quer seja no riso, ou no pranto,
Em cada célula do seu Ser,
Mas Intensa Luz de puro espanto.

Sem limite ou queixume,
Na força de se reinventar
Em todo o seu Ser.
Na docilidade, na multiplicidade,

Nesse incomparável perfume
De O Ser e Estar…
A Vida por vezes "a" magoa
Mas nem por isso "a" faz parar
Vai e vem como o vento
Nesta força de se dar,
Nesta voz que ecoa e anuncia,
A chegada do Novo Dia
Sem perdas de tempo.

Porcelana (30 x 40 cm) pintada à mão por Filomena Alves

Nesta força voluntariosa
Com que luta
Sem receio da derrota
Fazendo da Vida uma permuta.

É a força do Ser,
Apenas Mulher!...

Num Ser, em que a Vida se revela
De singular substancia a natureza se modela
Clorofila perfumada e bela
plena de raízes
Singelas cores Divinas de faces purpurinas
De delicadas matizes …"


Poema "Apenas Mulher" da autoria de Libânia Madureira

O meu obrigada a estas duas musas criativas, a pintora Filomena Alves e a poetisa Libânia Madureira, duas amigas que admiro e que tão bem manifestam a intrínseca força divina da mulher verdadeira.

13 fevereiro, 2011

Companheiros do Caminho

Uma das questões com que os artistas lidam constantemente no seu quotidiano criativo é o TEMA de trabalho.

Miríades de possibilidades voam pela nossa mente, em debate continuado, comparando, avaliando, adicionando ou excluindo elementos à equação até concluirmos a concepção estética final.

Somos os que pintamos ou pintamos o que somos?

Um psicólogo dir-nos-ia que estas duas interrogações estão correlacionadas, não fosse a arte que expressamos senão reflexos registados das nossas vivências físicas e emocionais.

Talvez por isso e porque há pedaços de vida que sempre queremos preservar na memória das nossas existências (e aqui o plural é propositado), a Fernanda Amândio optou por um tema que lhe é querido, a sua cadela Chow-chow de nome “ Kika” a qual cuidou e ajudou a crescer e com quem toda a família, desde então partilhou momentos de verdadeira amizade.


Trabalho de Fernanda Amândio

Como nota informativa, esta raça é originária da Mongólia, tendo sido levada pelos chineses aquando da Invasão da Mongólia. Na China, chamam-lhe Songshi Quan, o que traduzido à letra significa "cão leão-empolado”.


Para elaborar este trabalho, usou uma base de candeeiro em porcelana, com frente em meia-lua, onde pintou a macro da cabeça e na traseira recta, uma imagem de corpo inteiro, perfeitamente enquadrada pela sua residência em segundo plano.


Sem dúvida uma forma muito bonita de personalizar um trabalho e de em simultâneo, o transformar em património artístico da família.

05 fevereiro, 2011

Caleidoscópio 2010

Um pouquinho atrasada ... e apesar do salto à vara por cima do mês de Janeiro (é o que faz festejar o aniversário logo no início do ano), só agora consegui partilhar convosco o balanço do ano transato.

Dele nasceu este caleidoscópio pictórico que compila todas as maravilhosas obras de arte publicadas pelos amigos editores durante 2010.


Ás artistas Ana Soares (Portugal), Anabella Casale (México), Edna Kannan (Espanha), Irene Araújo  (Portugal), Leonor Santinha (Portugal), Lety Brito (México), Fernanda Amândio (Portugal), Filomena Alves (Portugal), Pilar Burgos (Espanha) e Rocio Borobia (México),

O meu obrigado sincero, porque pelo vosso prestimoso contributo estamos, a cada dia que passa, a tornar este espaço num ponto de encontro com a Arte de qualidade reconhecida. 

28 setembro, 2010

Oficinas de Verão


Nada melhor que o tempo seco e quente para se efectuar um seminário de modelagem de pasta de porcelana. Porém e antes dos detalhes da execução, vamos recuar bem no tempo e identificar sucintamente aquilo que já foi considerado o “ouro branco” do Oriente – a porcelana.

Foi na China, durante a dinastia Han entre o ano 206 a.C. e 220 d.C., que a pasta da porcelana teve a sua origem. Composta por uma mistura de caulino (40%), feldspato (25 %), quartzo (25%) e argila (10%), caracterizava-se pela sua brancura, transparência e dureza.

Etimologicamente, a palavra porcelana deriva de "porcillus" nome de um crustáceo do Mediterrâneo  cujo brilho e transparência os europeus dos séculos XVI e XVII associaram às peças de porcelana trazidas para o continente europeu através da Companhia das Índias, Portuguesas, Holandesas e Inglesas.

Foi pela mão de Marco Pólo,  perto do final do século XIII e numa das suas expedições que pela primeira vez trouxe para a Europa algumas peças do “ouro branco”, como era então designada a porcelana, tornando-se rapidamente num artigo de luxo imprescindível para abrilhantar as mesas mais requintadas da soberania.

Aproveitando o bom tempo deste Verão, fizemos um seminário básico de modelação da pasta com vista a criar jóias de adorno, pelo processo a seguir documentado :


1. Amassar a pasta  até se tornar bem elástica e maleável.

2. Estender com o rolo de madeira, tendo o cuidado de a deixar com a mesma espessura em toda a sua extensão e sem bolhas de ar.


3. Segue-se o corte das peças/modelos.
Podemos utilizar formas de corte ou um cartão previamente desenhado com o modelo pretendido. Pode-se ainda imprimir texturas na pasta com os mais diversos materiais (rendas, redes, plásticos, materiais texturados, etc…).

4. Colocam-se as nini-porcelanas em cima de uma placa de gesso, a qual irá absorver a humidade contida nas peças e deixamo-las secar por cerca de meia hora. Em seguida com uma pequena esponja húmida e peça por peça, vamos alisar as arestas e todas as imperfeições resultantes do corte.

5. Depois de bem secas (48 horas) sofrem a primeira queima, denominada biscoito, a uma temperatura de 900º C, cujo objectivo é dar às peças resistência e porosidade necessária para a perfeita absorção do vidrado. Nesta etapa as peças têm um tom branco baço similar ao gesso.

6. Através de um processo manual de imersão e/ou vaporização (usando um compressor), o vidrado adere à superfície da peça, formando uma película de cobertura.
7. Após a aplicação do vidrado ocorre uma segunda queima, controlada (por step's) e realizada a uma temperatura que varia entre os 1280º C e 1400º C (dependendo da especificação da pasta de porcelana).


8. Nesta fase a pasta torna-se completamente compacta, sem qualquer porosidade e perfeitamente vitrificada, adquirindo uma cor branca translúcida. Em todo este processo, reduz cerca de 30 %  da peça inicial.






9. Chegamos assim à última etapa,  a da decoração. As opções são infindáveis, na razão proporcional da criatividade do artista.

10. Nestas jóias, usei apenas ouro e prata, mas poderia ter usado lustres ou ainda as tintas de porcelana. Finalizei a decoração com uma aplicação de pérolas coladas.

E "voilá " ...... Peças únicas, lindas e personalizadas.


Estão abertas inscrições, para seminários (no atelier da Maia  ou noutro  a combinar) . Todos os interessados poderão contactar-me através do e-mail: noemia.travassos@gmail.com e obter todas as informações adicionais.


06 setembro, 2010

A Poesia das Moléculas

" Watson e Crick, quando imaginavam a arquitectura do ADN, foram guiados também por princípios estéticos. Como se uma voz lhes murmurasse: “A dupla hélice está certa porque é bonita.” Sei que estou simplificando. Mas as moléculas sabem mais de poesia do que nós podemos imaginar. E as conchas fósseis que há 1200 anos comoveram o chinês Zhu Xi eram ciência escrita em versos.


 Trabalho de Fernanda Amândio -Jarra (lado A) - 33 x 21 cm


O poeta apenas reconheceu o casamento entre beleza e verdade. Afinal, a ciência e a arte são como margens de um mesmo rio.
 A Biologia não é diurna nem nocturna se não se assumir como autora de uma espantosa narração que é o relato da Evolução da Vida.
Podem ter a certeza de que a História da Evolução é tão extraordinária que só pode ser escrita juntando o rigor da Ciência ao fulgor da arte.  

Jarra (lado B) - 33 x 21 cm

A fechar, quero dizer o seguinte: poesia e ciência são entidades que não se podem confundir, mas podem e devem deitar-se na mesma cama. E quando o fizerem espero bem que dispam as velhas camisas de dormir.

Autor do Texto: Mia Couto  in InterInvenções

24 agosto, 2010

O Nascer de uma Estrela


Continuando na saga dos rostos (como é forte a apetência! ) a Mena escolheu esta talha de dupla face para se “meter” em trabalhos dobrados.

Tudo começou assim com este mapa de incompreensíveis riscos. E claro com a observação atenta da gatinha Bambi (muito tímida para fotografias como se pode ver).











De um lado um menino, a tentar sugar os últimos resquícios de leite nuns seios já há muito esgotados. Resta-lhe apenas agora, o conforto e o consolo caldo de um mamilo ressequido e o embalar no sono pelo som do pulsar do coração daquela mãe prenhe de amor.

 Naqueles olhos, cuja timidez a sombra oculta, podemos ler: “Ela é minha, só minha! Aqui estou protegido” .

Lado A - Trabalho de Filomena Alves 37 x 48 cm
E assim ficou… durante dois meses aquela criança  expectante da Mena terminar o outro lado enquanto olhava de soslaio todas as colegas da aula da pintura.

Do outro lado e perfeitamente enquadrado no tema, a Mena pintou um nascer do sol sob a paisagem maravilhosa das ruínas de Machu Pichu (Peru) com um dos seus actuais habitantes. Um lama a repousar tranquilamente na erva e quem sabe talvez também a bendizer o erguer de mais um dia de vida.

Lado B - Trabalho de Filomena Alves 37 x 48 cm
E assim passo a passo, degrau a degrau se vai superando as dificuldades, conquistando a auto confiança e decididamente se avança para o topo, naquele lugar distante onde mora a perfeição.


Parabéns Mena ! Sei que o esforço foi muito (ouvimo-la rezingar entre dentes algumas vezes) mas valeu ou não a pena?

24 julho, 2010

Trompe l'oeil


Quem habitualmente viaja pela Europa e tem por hábito visitar museus e palácios, de certo tem reparado nos belíssimos trabalhos de mobiliário feito em pedras duras, (mármores e outras), que aí se encontram, tais como mesas, cómodas, bancos, lareiras, etc...

São verdadeiras obras de arte, feitas com mistura de diferentes pedras e cores, recortadas e encaixadas umas nas outras como se de um puzzle se tratasse.

Num pequeno livro com algumas fotografias de excertos desses trabalhos, encontrei este que me fascinou e decidi tentar uma imitação, pintando o desenho nesta travessa em  porcelana.

O livrinho chama-se "Tableaux de Pierres Dures" e a referida peça é o tampo de uma mesa, que se encontra no Palácio de Versailles, em Paris...

O seu criador foi Martin Carlin, que nasceu em 1766 e morreu em 1785, com apenas 29 anos.

É uma pequena contribuição para os "Amigos da Porcelana", do qual me orgulho de ser membro! 

Espero que gostem!!!


Mª Leonor Santinha (Nônô)